Tá aí, exatamente a palavra que descreve como tem sido meus últimos dias.
Cheios de mudanças, separações, reencontros, gente nova, gente velha, tudo no mesmo dia, ao mesmo tempo.
Dia cheio de trabalho, e se eu estiver ouvindo a música certa, desço elétrico do ônibus.
Percebo esses dias como faz falta ter minhas 2 (antes 4) horas semanais de colocar pra fora, em tons, melodias e notas semi-precisas, tudo aquilo que palavras não transcreviam.
Agora, faço uso da vivacidade e anonimato da noite para expressar as palavras que zumbem no meu ouvido dia sim e dia não, e arriscar pequenos remolejos compassados.
Talvez a fonte seja essa cidade que nunca dorme, sempre pronta pra surgir com algo novo, inesperado. Talvez tenha começado lá atrás, quando, de forma calma e lógica, recebi a notícia de que teria que sair de tudo que conhecia e me aventurar no desconhecido. Ou talvez seja a dose diária de cafeína.
Quem sabe? Só sei que tenho me sentido efusivo, animado e completamente despreparado pro futuro. E nunca estive tão feliz.
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